Segundo Sérgio Mena Barreto, CEO da Abrafarma, os consumidores podem começar a sentir o reajuste no final do próximo mês. Mas a decisão de aumentar ou não os preços dos medicamentos é de cada uma das farmácias, então pode haver variação de uma para outra.
De acordo com o Sindusfarma, o reajuste não é automático, nem imediato. A concorrência entre as empresas do setor ajuda a regular preços, já que o mesmo princípio ativo é vendido por vários fabricantes e lojistas.
Apesar disso, o setor considera que o reajuste é baixo. “Ainda não temos uma operação logística como tínhamos antes da pandemia. O custo de frete, de empacotar [os produtos], a disponibilidade de navios, tudo isso diminuiu muito e aumentou os custos. O reajuste de 5,6% é o que temos para trabalhar, mas não é suficiente”, diz Sérgio Mena Barreto.
Como economizar?
Pesquise antes de comprar. Esses reajustes não são automáticos nem imediatos. De acordo com o Sindusfarma, o mesmo princípio ativo é vendido por vários fabricantes e pode haver preços diferentes.
Alguns planos de saúde também oferecem descontos nos produtos.
Medicações genéricas são mais baratas. É possível pedir ao médico para que faça uma prescrição que tenha com base o princípio ativo e não pelo nome comercial, para conseguir comprar o genérico.
Como conseguir remédios de graça
É possível conseguir remédios de graça para doenças como diabetes, asma e hipertensão. A pessoa precisa ir a uma farmácia que possui o logo “Aqui tem farmácia popular” ou em uma UBS (Unidade Básica de Saúde) que tenha o serviço.
É necessário apresentar a receita médica e também um documento com foto.
Cálculo do reajuste
O cálculo do reajuste considera três fatores batizados de X, Y e Z. Em 2023, a expectativa do setor é de que fatores venham zerados e a alta considere apenas a inflação do período.
IPCA: inflação oficial do país acumulada de março de 2022 a fevereiro de 2023.
Fator X: mede o nível de produtividade do setor farmacêutico.
Fator Y: tem como objetivo medir os impactos de itens que estão fora do IPCA.