Kevin Lamarque/Reuters
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu pela defesa da democracia e oposição aos regimes autoritários, nesta sexta-feira (19), em sua estreia mundial na Conferência de Segurança de Munique – transmitida de forma virtual por conta da pandemia de Covid-19.
"A democracia não acontece por acidente", disse Biden no encontro com líderes europeus. "Temos que defendê-la, fortalecê-la e renová-la."
O presidente americano disse também que é preciso provar que o modelo democrático é atual e "não uma relíquia histórica". Ele disse ainda que ela é a melhor forma de cumprir com a promessa de um futuro.
"Se trabalharmos juntos com nossos aliados democráticos, com força e confiança, sei que vamos enfrentar todos os desafios e ultrapassar todas as barreiras", disse Biden.
Durante a fala, ele disse que os EUA estão preparados para voltar a conversar com o Irã sobre o cumprimento de um acordo de 2015, que tem o objetivo de impedir o desenvolvimento de armas nucleares no país do Oriente Médio – as negociações foram abandonadas pelo governo de Donald Trump.
Cúpula do G7
Premiê britânico Boris Johnson é o anfitrião da cúpula do G7, transmitida virtualmente, em 19 de fevereiro de 2021
Geoff Pugh/Pool/Reuters
Biden fez, também nesta sexta, sua estreia na cúpula do G7, grupo das maiores potências econômicas do mundo, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido.
O tom usado pelo presidente americano o afastou completamente daquele usado pelo seu antecessor.
Enquanto Trump defendia "America First" (EUA primeiro), Biden reforçou a importância da cooperação internacional e da coletividade.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi o anfitrião desta edição da cúpula – que foi realizada integralmente por meio de video-conferências, por conta das restrições impostas pela pandemia do coronavírus.
Em seu discurso de abertura, o conservador disse que a manutenção do emprego e o crescimento econômico são os principais desafios para os países.
“A Covid-19 nos mostrou que o mundo precisa de maiores defesas para a saúde global", disseram os países em um comunicado divulgado após a reunião. “Vamos seguir apoiando as economias a proteger empregos e desenvolver uma recuperação sustentável."
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