Promotoria de Justiça da cidade apurar responsabilidades, por ação ou omissão da pasta. Destroços de caminhão queimado em frente a batalhão de polícia após assalto a banco em Criciúma, nesta terça-feira (1º).
REUTERS/Guilherme Ferreira
O Ministério Público de Santa Catarina pediu esclarecimentos aos órgãos de Segurança Pública (SSP) sobre a atuação das forças policiais durante o assalto ao Banco do Brasil em Criciúma, no Sul, no início do mês. A 4ª Promotoria de Justiça da cidade questiona a inexistência de um confronto com a quadrilha ou a tentativa de frustrar o crime.
Um grupo com 30 assaltantes teria participado da ação que ocorreu há pouco mais de uma semana. Segundo a polícia, R$ 80 milhões foram roubados e 14 suspeitos de envolvimento foram presos. (Veja lista abaixo)
Por se tratar da maior ação criminosa da história de Santa Catarina, foi instaurado um procedimento preparatório na segunda-feira (7) para de apurar a responsabilidade dos envolvidos.
"Resolve instaurar o presente procedimento preparatório, com fulcro no preceituado inciso VII do artigo 129 da Constituição Federal no sentido de verificar os fatos, motivos e fundamentos que levaram à instauração do presente, inclusive a fim de apurar responsabilidades, por ação ou omissão", diz o documento.
O promotor de Justiça Jadson Javel Teixeira quer saber o porquê dos setores de inteligência do estado não foram capazes de prever a ação criminosa, por conta da "proporção e a possível participação de organizações criminosas reconhecidas em todo território nacional".
O órgão pediu à pasta de Segurança para que apresente dados dos últimos três anos relacionados ao efetivo, armamento e capacidade das operações das forças policiais estaduais. O MPSC também pediu que a SSP esclareça quais medidas vêm sendo tomadas para evitar que novos crimes desta natureza aconteçam no estado.
A SSP tem prazo de até 15 dias após o recebimento do pedido para responder os questionamentos. Ao G1 SC nesta sexta-feira (11), a pasta da segurança disse que os documentos foram recebidos e serão prestadas todas as informações ao MPSC.
O assalto
Quadrilha assalta Banco do Brasil no Centro de Criciúma (SC)
Conforme a Polícia Civil, cerca de 30 homens encapuzados atuaram no assalto ao cofre da tesouraria regional do Banco do Brasil, que fica anexa a uma agência bancária, no Centro de Criciúma. A ação teve início por volta das 23h50 de 30 de novembro e durou cerca de duas horas.
O ataque resultou em incêndios, ruas bloqueadas, dinheiro espalhado pelas ruas e reféns como escudos. Um policial militar que entrou em confronto com a quadrilha foi atingido por um tiro e segue internado.
Na lista do que as forças de segurança investigam, a PF apura um possível crime de lavagem do dinheiro roubado. A suspeita é de que a quadrilha tenha conexão com uma facção criminosa que já fez outros assaltos a bancos. Um dos presos é suspeito de planejar a fuga do chefe dessa facção.
Presos
2 presos (a polícia confirmou a prisão, mas não informou detalhes).
1 homem preso em Blumenau, no Vale do Itajaí, na noite de sexta-feira (4).
2 pessoas (um casal) encontradas em Campinas (SP), na quinta-feira (3).
2 homens encontrados em Gramado, na Serra do RS, na manhã de quinta (3).
1 homem encontrado em uma casa na cidade de Três Cachoeiras (RS), na madrugada de quinta (3).
2 homens encontrados em um viaduto da BR-116 em São Leopoldo (RS), na tarde de quarta (2).
3 homens encontrados entre a divisa de Torres (RS) e Passo de Torres (SC), na tarde de quarta (2).
1 mulher encontrada em uma casa em São Paulo (SP), na tarde de quarta (2).
Moradores registraram ação dos criminosos em Criciúma
Reprodução/ NSC TV
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