Grupos de caminhoneiros autônomos iniciaram nesta segunda-feira (1º) uma mobilização para organizar uma paralisação nacional das atividades ainda nesta semana. A articulação, que ganha força em aplicativos de mensagens e redes sociais, acendeu o alerta no setor produtivo e no Governo Federal sobre o risco de novos bloqueios em rodovias estratégicas do país.
Segundo apuração preliminar, a mobilização não tem caráter político-partidário, diferindo de atos registrados em anos anteriores. O foco central das reivindicações recai sobre a sustentabilidade econômica da categoria, pressionada pela alta nos custos operacionais.
O que dizem os organizadores
Lideranças informais do movimento apontam que a insatisfação da categoria atingiu um nível crítico. Entre os principais pontos de pauta discutidos nos grupos estão:
Preço dos Combustíveis: A alta acumulada do diesel continua corroendo a margem de lucro dos autônomos.
Piso Mínimo de Frete: A categoria alega falta de fiscalização efetiva e descumprimento da tabela por parte das transportadoras e embarcadores.
Condições de Trabalho: Reclamações sobre a falta de pontos de parada e descanso seguros nas rodovias, conforme previsto em lei.
A promessa é de que os atos ocorram de forma simultânea em diversos estados, com maior adesão esperada nas regiões Sul e Centro-Oeste, polos do agronegócio e transporte de grãos.
Impacto e Reações
O setor de distribuição monitora a situação com cautela. Entidades ligadas ao varejo e à indústria temem que, caso a greve se concretize, haja impacto imediato no abastecimento de itens essenciais e insumos para fábricas, especialmente neste período de fim de ano, quando a demanda logística é maior.
Até o momento, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) não oficializou apoio a uma greve geral, mantendo a postura de diálogo. No entanto, o movimento "de base" — muitas vezes independente dos sindicatos tradicionais — tem demonstrado capacidade de organização autônoma.
O Ministério dos Transportes e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) afirmam estar monitorando o fluxo nas estradas. A PRF informou que, até o fechamento desta reportagem, não havia bloqueios totais confirmados, mas que o efetivo está de prontidão para garantir a livre circulação nas vias federais.
Esta reportagem está em atualização.