Santa Catarina registrou três casos de feminicídio em um intervalo de apenas três dias, reacendendo o alerta sobre a violência contra a mulher no estado. As vítimas foram mortas por ex-companheiros, em situações marcadas por brutalidade e reincidência de violência doméstica.
Um dos casos mais recentes ocorreu em Rio do Sul, onde uma mulher de 51 anos foi assassinada a tiros dentro de casa. O autor do crime, seu ex-parceiro, foi preso no Paraná após fugir do local. Casos semelhantes ocorreram em outras regiões do estado, com padrões que indicam relações abusivas anteriores e falhas na proteção das vítimas.
Apesar dos dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública indicarem queda de 30,3% nos feminicídios no primeiro semestre de 2025, esses episódios mostram que o problema persiste e exige ações constantes e efetivas.
O estado conta com programas como a Patrulha Maria da Penha, Rede Catarina e Sala Lilás, mas especialistas apontam que ainda é preciso ampliar o alcance e a efetividade das medidas de proteção.
A repetição desses crimes evidencia a urgência de ações mais firmes para proteger mulheres em situação de risco, garantir o cumprimento de medidas protetivas e promover uma rede de acolhimento mais ágil e eficiente.