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Notícia - Curitibanos O piso nacional dos professores de educação básica deverá ser fixado, este ano, em R$ 1.697,39, um reajuste de 8,32% para professores que estão iniciando a carreira, em uma jornada de 40 horas. O valor é calculado com base na comparação da previsão de custo por aluno, anunciada em dezembro de 2012 (R$ 1.867,15), com a de dezembro do ano passado (R$ 2.022,51).
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) avalia que o reajuste ficou aquém do esperado, que era de até 15%. Em Curitibanos, segundo a coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinte) Vera França Neves Ribeiro, o reajuste de pouco mais de 8% anunciado pelo governo não agradou a classe, sobretudo por não contemplar toda a parcela de professores. “É injusto beneficiar apenas uma parte dos profissionais. Defendemos isonomia no aumento para toda a categoria”, pontuou.
Em encontro realizado em Brasília (DF), no dia 16, após anunciado o valor de reajuste, as instituições ligadas aos profissionais da educação rejeitaram a proposta e tinham novo encontro programado para essa quarta-feira (29), com o secretário de Estado da Educação Eduardo Deschamps, a fim de discutir como o governo de Santa Catarina vai proceder. Em fevereiro, haverá novo encontro de conselheiros e coordenadores regionais do Estado para definir diretrizes em 2014. “Não descartamos novas mobilizações e estamos programando nova paralisação de 17 a 19 de março. Os professores retornam para as salas de aulas desmotivados e continuamos na luta pela valorização da classe”, afirmou Vera.
Mais informações sobre as negociações podem ser obtidas através do telefone (49) 3245-2307 ou pelo e-mail sinte.curitibanos@gmail.com. Notícias sobre o Sinte são atualizadas na página do Sindicato no Facebook (Sinte Ctibanos). O Sindicato tem sede na Avenida Rotary, em frente à LA Automóveis, com funcionamento das 13h30’ às 17h15’, às segundas, terças e quartas-feiras. Às sextas-feiras, o expediente é das 10h15’ às 11h45’ e das 13h30’ às 17h15’.
IMPACTO
Mesmo com o percentual inferior ao esperado pela classe, a Confederação Nacional de Municípios estima que, para o reajuste de 8,32%, haverá aumento de R$ 4,151 bilhões no pagamento do magistério. Com isso, a média do comprometimento das receitas do Fundeb com salários dos professores irá para 79,7%, o que significa que quase todos os recursos voltados para a manutenção do ensino nos municípios estarão sendo gastos com pagamento dos salários dos professores.
Em Curitibanos, prevendo o aumento salarial da categoria, a Prefeitura de Curitibanos já havia projetado o orçamento anual para o aumento de 15% solicitado pelos profissionais, não havendo, assim, despesas elevadas com a folha de pagamento dos servidores.
Márcia comentou que o Sinte também é a favor da inclusão dos 50% do Fundeb, INPC e 10% do PIB para o pagamento dos professores, além da aprovação do Plano Nacional de Educação. “Com esse aumento beneficiando apenas os iniciantes, haverá um achatamento da tabela salarial. Profissionais com mais de dez anos de serviço vão receber quase o mesmo de quem está apenas começando”, observou.