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Notícia - Curitibanos Para muitos curitibanenses, esta quinta-feira (12) será de comemoração romântica, em função do Dia dos Namorados. Mas para outras, também uma reflexão sobre qual o momento certo para que adolescentes iniciem um relacionamento sério.
De acordo com a psicóloga da Secretaria Municipal de Educação e Cultura Caroline Beuter, não existe uma idade certa para namorar. “É impossível delimitar esse período. O que temos é a fase de maturidade de cada um, que varia muito de indivíduo para indivíduo”, observa.
Para Caroline, o ponto central é a maturidade do jovem e uma série de fatores que vem na sequência. A psicóloga explica que, muitas vezes, encontra-se uma maturidade muito mais evidente em um adolescente do que em alguns adultos.
Responsabilidade também é um dos fatores que deve imperar quando o assunto é primeiro namoro para adolescentes. Caroline destaca que o fato de o jovem sentir-se seguro e pronto para assumir um compromisso revela que tem maturidade para o namoro. Isso porque o adolescente deverá assumir, além do compromisso com o parceiro, a responsabilidade do relacionamento e o respeito mútuo, também a convivência, que exigirá mais envolvimento e dedicação à outra pessoa.
NAMORO X FAMÍLIA
Segundo Caroline, a família tem papel importante na decisão do primeiro namoro. Muitos pais ficam na dúvida se ainda é cedo demais, se devem proibir ou se já é hora de ceder. “Existe uma frase que cabe bem a esse caso que diz: liberar sem controle é ausência de limites”, descreve a psicóloga. Caroline adverte que os pais precisam dialogar mais nesses casos, uma vez que, se proibirem, sem uma boa conversa, pode ser que o jovem namore escondido e sem o acompanhamento da família.
A psicóloga afirma que, entre os 11 e 14 anos, é comum que os adolescentes comecem a despertar para a vontade de namorar ou “ficar”, como é costume da juventude da atualidade. “Nesse caso, eles também precisam compreender que já existe uma rotina de estudos e compromissos em casa e o namoro fará parte dessa rotina, com horários e dias especificados pela família”, ressalta.
Os pais que ainda têm dúvidas devem, antes de tudo, priorizar o diálogo. Caroline sugere que as conversas em família sejam uma rotina mais frequente, pois o namoro deve ser divertido e acrescentar na vida do jovem e da família de maneira harmoniosa.