Esta quarta-feira (18) marca mais um Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração de Crianças e Adolescentes, a data é uma forma de mobilizar a sociedade para este tema. O educador como agente inerente no cotidiano do aluno possui um relevante papel na abordagem do tema em sala de aula, de forma que oriente e ajude a criança e o adolescente a prevenir e falar, em casos que vivencie esse tipo de situação.
Para a pedagoga e tutora da Fundação Universitária Iberoamericana (FUNIBER), Kathilça Souza, a data vem dar ainda mais visibilidade a esses atos lastimáveis. "Legitimando e encorajando as famílias e os profissionais a denunciar e responsabilizar os autores de tais violências", declara. É importante também alertar as crianças e os adolescentes que o abuso pode ocorrer mesmo sem contato físico, pois são caracterizados como abuso os atos que envolvem conversas obscenas e produções de fotos de partes íntimas, por exemplo.
No Brasil, os casos de violência sexual ocupam o segundo lugar no ranking de violência em crianças entre zero e nove anos de idade e correspondem a 35% do total das denúncias sobre violência infantil, segundo a pesquisa feita pelo sistema de Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), do Ministério da Saúde. O estudo também apontou que a maior parte dos casos ocorre nos lares das crianças (64,5%), o que remete, na maioria dos casos, a pessoas próximas da vítima, como amigos, parentes e vizinhos.
Quando há suspeita de abuso sexual, a Unicef recomenda acionar o Conselho Tutelar, as Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente ou entrar em contato por telefone com o Disque Denúncia Nacional, pelo número 100. As denúncias podem ser feitas de forma anônima. A tutora da FUNIBER lembra que essa tarefa não é apenas do professor, mas também cabe o engajamento do núcleo escolar, juntamente com as políticas públicas e toda a conscientização e discussões realizadas a respeito do Combate ao Abuso e à Exploração de Crianças e Adolescentes, a fim de esclarecer e sensibilizar a sociedade sobre este assunto tão importante.
A FUNIBER, em que Kathilça trabalha é uma instituição presente em mais de 30 países, com sede no Brasil na cidade de Florianópolis, Santa Catarina, que trabalha na capacitação de profissionais da Educação à distância, com o objetivo de formar profissionais mais críticos e que possam desempenhar um papel relevante na sociedade. Mais informações sobre a FUNIBER podem ser feitas pelo telefone: 0800 644 4005.