Desde o último mês, o Ministério Público Federal está cruzando dados da Receita Federal, tribunais de Contas, TSE e Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo Bolsa Família, para identificar fraudes, que já apontam mais de R$ 2,5 bilhões pagos indevidamente.
Em Curitibanos, a gestora do Bolsa Família Mary Hellen Bordignon Dacol Ribeiro ressalta que, para que alguém possa receber o benefício, é feito um cálculo, dividindo o valor bruto recebido pela família pelo número de integrantes, para descobrir a renda per capita na residência. Só tem direito, a família que não ultrapassar R$ 150 por pessoa. "É tudo feito através de sistema, para evitar fraudes. Colocamos os dados da família e o sistema aponta positivo ou negativo para o benefício", esclarece. Para se cadastrar no Bolsa Família, é necessário levar RG, CPF, título de eleitor, carteira de trabalho, certidão de nascimento ou casamento e fatura de luz, mesmo para residência alugada ou cedida. Além disso, crianças e adolescentes precisam levar atestado de frequência escolar.
A investigação do MPF revelou que os pagamentos onde há suspeita de fraude foram feitos há mais de 584 mil servidores públicos, 318 mil empresários e 49 mil beneficiados já falecidos. Somente nos anos de 2014 e 2015, foram pagos mais de R$ 2,5 bilhões a quem não tinha direito, correspondendo a 4,5% do total pago pelo programa no período.
Através do site www.bolsa-familia.com, é possível consultar todos os municípios que recebem o benefício, com nome e valor recebido por cada pessoa, em 2015.
Números na região em 2015
Curitibanos - 16.151 pagamentos - R$ 2.079.711
Frei Rogério - 1.946 pagamentos - R$ 266.110
Ponte Alta do Norte - 2.323 pagamentos - R$ 331.422
Santa Cecília - 10.229 pagamentos - R$ 1.426.947
São Cristóvão do Sul - 1.842 pagamentos - R$ 283.391
Fonte:Jornal Asemana