Os motoristas brasileiros começaram o ano de 2026 com um peso maior no bolso. Segundo dados preliminares de levantamentos de preços realizados em diversos estados, o valor médio da gasolina, do diesel e do etanol registrou alta logo nos primeiros dias de janeiro.
A variação ocorre após um período de relativa estabilidade no fim de 2025. O movimento nas bombas reflete uma combinação de fatores que vão desde a cotação do petróleo no mercado internacional até mudanças na composição de custos das distribuidoras.
O que explica o aumento?
Especialistas do setor apontam três pilares principais para este reajuste:
Cotação do Petróleo Brent: A instabilidade em regiões produtoras elevou o preço do barril no mercado global, impactando diretamente a política de preços das refinarias.
Ajustes de Impostos: A virada do ano marca o início de novos ciclos fiscais, com atualizações nas alíquotas de ICMS em diversos estados brasileiros.
Custos de Logística: O reajuste anual de contratos de transporte e o valor do frete também influenciam o preço final que chega aos postos.
Impacto regional
A alta não é uniforme em todo o país. Em estados como Santa Catarina e São Paulo, o impacto foi sentido de forma mais imediata devido ao fluxo logístico e à demanda elevada de férias de verão.
De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, a recomendação é que o consumidor pesquise antes de abastecer, já que a diferença entre postos de um mesmo bairro pode ultrapassar os R$ 0,20 por litro.
O que esperar para os próximos meses?
A tendência para o primeiro trimestre ainda é de incerteza. "O mercado de combustíveis em janeiro sempre sofre a pressão do aumento da demanda por conta das viagens, mas o fator determinante continuará sendo o câmbio e a estabilidade internacional", explica o economista André Silva.
Até o momento, o Ministério de Minas e Energia não sinalizou intervenções extraordinárias, mantendo o acompanhamento da paridade de preços de mercado.